terça-feira, 14 de agosto de 2007

irremediável

.
inadiável
como o primeiro cigarro da manhã
tão completo
quanto um café de acompanhante

tão descartável
quanto um filtro velho... babado...
a cinza de 1 amor q queima irremediavelmente
e voa com o vento

tão confuso...
quanto a vontade de parar...
mas tão intenso
quanto a última tragada
e a saudade do q ainda pode vir

domingo, 12 de agosto de 2007

filtro...

.
vc disse hoje q gosta da minha voz.
eu não gosto.

vc já ouviu uma mesma música em aparelhos diferentes... deve ter percebido q um mesmo som soa diferente em outras caixas de som.

então como podemos imaginar q uma mesma voz possa soar igual em diferentes ouvidos?
q funcionam como conchas acústicas em formatos diferentes
como podemos dizer q ouvimos o mesmo som?

se eu gosto de azul e vc não...
será q vemos a mesma cor?
sim
o nome dela é azul.
mas os olhos são filtros de luz... em formatos e cores diferentes...
o azul q eu vejo não é o mesmo azul q vc vê.

aliás
prefiro o branco... q é a soma de todas as luzes... mas acho q mesmo essa nós vemos diferente...

nosso corpo é um filtro
só ouvimos, só vemos e só sentimos o q somos capazes...
aquilo q estamos abertos a perceber